quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Madrastas

Há quem pense que madrastas más só nos filmes e nos desenhos animados (branca de neve, cinderela), mas não, há madrastas reais tão ou mais más que essas. Passo o tempo a dizer às minhas filhas que é feio fazer queixinhas, mas este Verão várias foram as vezes que eu própria tive vontade de fazer e hoje até sonhei com isso...
Como é possível haver mães, sim porque também esta é mãe, que conseguem maltratar outras crianças que ainda por cima são os filhos do "novo" marido? Pior, como é que os pais vêem e não fazem nada?!!! Eu sei que não há amor igual ao que se tem pelos filhos verdadeiros, nem é isso que ponho em causa. O que me fez (faz) muita confusão é a forma má (propositada) de o fazerem só porque são os filhos da "outra". Fazer exigências que não fazem aos seus, humilhar à frente de todos só porque sim, não incluir no programa da família porque não está para aturar os filhos dos outros e tantas outras barbaridades que assisti. Até quando fazia alguma coisa boa por ele, depois passava o tempo a atirar-lhes isso à cara.  Uma mãe fazer isto a uma criança é uma coisa difícil de entender!

Hoje em dia percebo que pessoas assim, são pessoas que precisam de muita atenção, são pessoas frustradas, são pessoas que não vivem as suas vidas a 100% sempre com medo que alguém lhes faça igual, são pessoas más. Para mim tratar e dizer mal de crianças (não falo de adolescentes que aí ate ponho o benefício da dúvida de quem faz a vida negra a quem) só tem um nome, são pessoas más. Muito más.

Mas agora expliquem-me se conseguirem, como deixam os pais que assistem a isto tudo que elas tratem os filhos, sim porque eles continuam a ser seus filhos também, desta forma e não façam nada?! É por amor a elas? É por medo? É por serem uns grandes bananas? É porquê? Há desculpa possível?


...até velhinhos porque eu não quero perder imagens como esta


Percebem agora porque fiquei cheia de vontade de ser queixinhas? Como mãe é impossível não pensar que se um dia fosse comigo eu acho que gostava de saber para poder fazer alguma coisa, se bem que eu quero ser do team da Isabel Saldanha " até velhinhos" e espero não ter de passar por esta situação.

O que vale é que existem muitas madrastas boas, queridas e de bem com a vida por aí, pena nem todas as crianças calharem com elas.

Cacomae no Instagram @anadominguezlemos

33 comentários:

  1. É um tema muito delicado. Mas neste caso as queixinhas são sempre bem vindas. Uma criança é apenas uma criança que merece todo o amor. Seja sangue do mesmo sangue ou não :)

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  2. Eu sou madrasta (odeio a palavra) e adoro o meu enteado. Respeito o facto de ele ter outra mãe e nunca quis impôr a minha presença no seu coração. Construímos uma relação naturalmente e já lá vão 7 anos. A vida é bem mais fácil se não a catalogarmos.

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    1. O seu enteado não tem outra mãe? Tem a mãe.

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    2. O seu filho/enteado é um miúdo com muita sorte!
      Terá uma mãe que o ama e encontrou uma segunda mãe que o adora!
      Parabéns e felicidades!

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    3. Você não faz ideia do que fala. Outra mãe sim, porque eu considero-o como um filho e vive comigo há 7 anos (apesar de estar regularmente com a mãe). Deixe-se de reparos estúpidos e centre-se no mais importante.

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    4. Obrigada Célia. Bj

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  3. Esses pais normalmente bananas, deixam-se levar pela cabeça das novas mulheres e é um perigo.
    Tb Conheço o caso de uma com 3 filhos, 2 vivem com o ex marido, mal osvê e tem um filho do actual, e claro morre de ciúmes do filho que o actual marido já tinha. só quer tudo para o filho que têm em comum, roupa, atenção etc e inclusivamente trata-o mal e nem deixa o marido dar um tostão a mais à ex mulher para esse filho!

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    1. Os homens são bananas MESMO. Apaixonados então, ficam sem pingo de discernimento.

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    2. Conheço infelizmente uma família cuja história é idêntica a esta! A "madrasta" com 2 filhos que vivem c o ex (e que nem com esses faz o papel de "mãe")mais um filho em comum e o filho do marido, o enteado, que ela insiste em trata-lo como um intruso, uma coisa chata que herdou do novo marido. Felizmente o miúdo vive com a mãe. É muito triste ver histórias assim, mas mais triste é o pai do miúdo ver as coisas acontecerem e não fazer nada para melhorar a situação.

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  4. É incrível, e já presenciei cenas dessas com madrastas más!!! Como é possível alguém fazer mal a uma criança. Maus tratos psicológicos também são violência doméstica. Obrigada madrastas boas que nos fazem esquecer estas realmente más que nem
    Filhos delas deveriam ter!!!

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  5. Poderia ficar aqui a falar horas sem fim, e ás vezes elas estão bem perto e nós nem reparamos

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  6. Mas este texto é só para madrastas? Porque não inclui padastros?

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    1. Não, tem toda a razão é para os dois lados, apenas porque aqui relato um caso real que já assisti. Mas o inverso também pode acontecer.

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    2. Voce Ana Lemos eh humilde e eh essa a qualidade que mais aprecio em si, seja o comentario mais estupido que lhe facam a Ana eh sempre humilde e bem educada, Paraben.

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  7. ...e quando se trata da própria mãe ignorar o filho? neste caso falo da minha sogra que sempre foi uma madrasta para o meu marido e tudo para a outra filha ....e é daqueles nomes que se diz ....sogras bem longe ...

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    1. Parece que fui eu a escrever isto. Por aqui é igual. Há mães que só os sabem parir.

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  8. Realmente anda por ai gente muito má, sejam madrastas ou padrastos.. Mas também os há muito bons! Enfim, há de tudo! Cabe aos pais ou mães saber lidar com isso e resolver essas questões, já que os filhos devem estar em primeiro lugar.

    O Pai,
    http://www.soupai.pt

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  9. Sou madrasta e tenho imenso orgulho nisso.E não tenho nada contra a palavra madrasta, até porque vem do do latim mater=mãe.
    Não suporto ouvir dizer o termo “sou boadrasta”. Se é boa, não precisas de dizer ao mundo .
    Mas mencionando o seu texto, realmente tenho deparado com vários casos, em que homens que saiem de uma relação de imensos anos com outras mulheres, mães do filhos, e que de repente, essas mesmas mulheres que tanto amaram ,passam a ser as piores mães do mundo e não há defeitos que cheguem para descrever a ex. Tudo em prole da nova senhora, normalmente insegura, com falta de auto estima que precisam desse “ódio” como prova de amor.

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  10. Os meus filhos nasceram num casamento e continuamos todos juntos. Mas os meus pais divorciaram-se quando eu tinha 3 anos e nestes 30 anos tive um padrasto que dizia não querer mais filhos porque me tinha (e eu nunca lhe chamei pai, sempre tio) e 4 madrastas!! A primeira simplesmente apagou-me da existência e o meu pai, com menos de 30 anos foi adiando a relação comigo; a seguinte quase o obrigou a reconstruir essa relação, mas em relação à minha mãe foi muito insegura até ultrapassar em anos a relação é ter 3 filhas do meu pai; a terceira é uma madrasta bem mazinha e que se faz a ela e à filha de vítima; a actual é a única que também vinha com filhos e é uma querida para todas as entiadas. Mas é verdade que essa relação parte muito mais das madrastas que dos pais que se apartam à espera de ver o como corre. Enfim...

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  11. Acho que isso são pessoas a serem pessoas. Neste caso, acho que a culpa é dos pais que permitem que tal aconteça. Não se ouvem tantos casos de padrastos maus pois não? Se o meu namorado tivesse filhos, sendo eu também mãe não conseguiria tratá-los de forma diferente do que gostaria que fizessem com os meus próprios filhos.

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    1. Por acaso, ouve-se... principalmente os casos de abuso sexual :( :(

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    2. Infelizmente é verdade SF :( e isso ainda é pior do que o que a Ana falou. E muitas vezes as próprias mães são coniventes com a situação ...

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  12. Para mim, maltratar uma criança física ou psicologicamente não tem qualquer justificação, nao é de todo aceitável!!! Nesse caso, as queixinhas devem sim ser feitas... Talvez alguém tenha a coragem de chamar essas pessoas à razão...

    Carlotaamesa.blogspot.pt

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  13. Eu também quero ser do clube "até velhinhos" até porque acho que são sempre os filhos que sofrem mais com as separações! Acho sempre que essas pessoas acabam por "pagar" toda essa maldade um dia... a vida pode tardar mas recompensa as boadrastas e as boas pessoas no geral e condena as más... eu pelo menos quero acreditar nisso

    us4all.blogs.sapo.pt (qualidade alimentar de miúdos e graúdos.. e não só, ora espreitem)

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  14. É verdade, eu felizmente não conheço nenhuma de perto e até sou contra este termos de madrasta nos contos e desenhos animados, pois é um nome pesado e muitas vezes quando as crianças passam pela situação de o pai ter uma nova esposa, ouvem ás vezes até dos avós comentários muito negativos sobre as madrastas sem sequer as conhecerem! De qualquer maneira sei que as há, e essas sim deviam ser chamadas como tal! Se os meus filhos tiverem um dia de passar por isso, espero que não, a ver se conseguimos " até velhinhos" :) , também ficarei de coração apertadíssimo!
    E é aqui que tanto valorizo as mulheres, pois houvesse muita coisa má de padrastos, mas as coisas más das madrastas são menos divulgadas, mas em muito maior número! Rara é a mãe que deixa um padrasto fazer mal a uma criança, nisto as mulheres são muito mais fortes... Se o homem não presta para os seus filhos, também não presta para ela! É o que eu penso e desejo que seja assim a maioria! E fizeste muito bem! É muito importante lembrar que isto existe e que temos de estar atentos. Beijinho.

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  15. Conheço infelizmente uma família cuja história é idêntica a esta! A "madrasta" com 2 filhos que vivem c o ex (e que nem com esses faz o papel de "mãe")mais um filho em comum e o filho do marido, o enteado, que ela insiste em trata-lo como um intruso, uma coisa chata que herdou do novo marido. Felizmente o miúdo vive com a mãe. É muito triste ver histórias assim, mas mais triste é o pai do miúdo ver as coisas acontecerem e não fazer nada para melhorar a situação.

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  16. A minha Mãe ficou viúva muito cedo com dois filhos menores e sacrificou a sua vida sentimental optando por não voltar a casar exatamente por causa disso. Não nos queria dar um padrasto porque não sabia o que sairia na rifa. Sempre o disse! Se acho que foi o correto? Preferia que não o tivesse feito porque hoje não estaria sozinha e de certeza que se lhe calhasse um estrupício ela depressa corria com ele e nunca admitiria que nos tratasse mal. Os filhos estão sempre de volta dela mas não é a mesma coisa. Preferia que não tivesse feito esse sacrifício por nós mas eu, como mãe, compreendo-a perfeitamente e possivelmente faria o mesmo.

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  17. Olá Ana. É vêem ( de ver) e não vêm! É um erro recorrente que a Ana dá. Se quiser corrija!

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    1. Muito obrigada, corrigido. Tenho de ter mais atenção.

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  18. Gostei muito de a ler! Feliz de quem tem duas boas mães

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  19. O meu filho tem 26 anos e uma madrasta desde os 6. Nunca, nunca, nunca usei a palavras "madrasta". Nem com ele, nem em conversas com terceiros (à frente dele ou não). E nunca deixei que aqueles que nos rodeavam e também o educaram comigo (meus pais, irmã, etc.) usassem a palavra. Era "a R.", "a mulher do J.", "a mulher do pai do A.", etc, etc, nunca "a madrasta". E sempre que ela se referia a si mesma como "madrasta" à minha frente, corrigi-a sempre e dizia-lhe que não gostava que falasse assim e que eu própria não o fazia e nunca o tinha feito.
    Não que a palavra em si me choque ou esteja incorreta se for usada, mas achei sempre que era o primeiro passo para abrir espaço ao tipo de interpretações que não se desejavam, o que nunca aconteceu.
    Hoje ele tem 26 anos e tenho a mais profunda certeza de que não poderia ter coisa mais acertada.

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  20. Eu sou madrasta. O meu enteado trata-me por um diminutivo que ele e o pai têm para mim. Sempre o tratei lindamente e nunca, jamais, me intrometi na relação dele com o pai. São muitos anos a estudar, ir buscar à escola e cuidar em geral. Acho que o facto de nunca ter forçado proximidade fez com que ela fosse natural. Nunca me armei em mãe nem mandei nele (a não ser os óbvios lavar cara, dentes, tomar banho, por a mesa, fazer a cama, etc) Acho os homens em geral muito mais ansiosos por estarem "descansados" e não se chatearem. Eu ia com o meu enteado à natação, ao parque, etc. ainda vou. Tenho a sensação que, se fosse uma cabra, ia ter de ser mesmo estupida para o pai se chatear. Se fosse só passivo-agressiva, como tantas que vejo aí, metade das maldades iam passar despercebidas.

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    1. Os nossos planos nem sempre saem como planejamos, em um passe de mágica viramos Madrastas!!!!
      Como lidar, o que pensar, qual o melhor caminho seguir?
      Somos um grupo onde dividimos alegrias, tristezas e principalmente experiências!!!
      Aqui você MADRASTA, será muito Bem Vinda!!!
      LINK DO GRUPO : https://www.facebook.com/groups/706737046073203/

      (SÓ ACEITAMOS MADRASTA)
      (NÃO ACEITAMOS FAKE)
      Madrastas (Cantinho do Desabafo)

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