segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eu não dei de mamar à Conchinha e não me sinto menos mãe por isso

Faz mais ou menos hoje 4 anos que apanhei um dos maiores sustos da minha vida com a Conchinha. Ela tinha dias, eu estava obcecada que tinha de dar de mamar, a minha cabeça não parava de pensar na Carlota e na melhor forma de ela não sentir a chegada da irmã e as hormonas de uma mãe com um bebe recém nascido, a darem conta de mim.
Ainda hoje me pergunto como é que não percebi que a Conchinha não estava a mamar e não estava a ser alimentada. Foi o H que estranhou estar tão apática e sem qualquer reação. Fomos de imediato para o hospital e foi lá me disseram que ela estava a ficar desidratada e tinha perdido muito peso. Deram logo suplemento e avisaram-me que tinha mesmo de a alimentar, fosse de que maneira fosse. As enfermeiras amorosas tentaram mais uma vez explicar as posições correctas para a colocar, a forma como devia pegar na maminha, que estivesse relaxada e que tudo iria correr bem. Caso não resultasse o leite artificial é cada vez melhor e uma solução igualmente boa nestes casos.


Fui para casa e claro, tudo voltou a correr mal. Eu continuava ansiosa, não conseguia estar relaxada e não conseguia que ela pegasse bem na minha maminha. Tentei, a sério que tentei.
Há coisas e decisões que tomamos que não deviam ser tão julgadas. Ninguém é menos mãe ou pior, por não dar de mamar, seja porque razão for.

Nunca achei que por dar biberon não estava a criar elos de ligação. Ela estava ali,igualmente, juntinho a mim, a única diferença é que não tinha a boca na minha maminha. Que o leite da mãe é melhor, que as vantagens são muitas, é verdade e devem ser muito bem ponderadas as decisões de não dar de mamar. Mas são decisões que cabem única e exclusivamente a cada mãe e ninguém as devia julgar ou devia fazê-las sentirem-se mal.

Dar de mamar é sem dúvida o melhor para os bebés, mas se não derem não pensem que eles vão ser bebes doentes, bebes sem protecções, bebes com problemas. Não são mesmo e muitas vezes não dar de mamar é mesmo a melhor solução. Cabe a cada mãe decidir o quer fazer.

A Conchinha com um mês



Apeteceu-me escrever este post, para as mães que neste momento não se sentem bem a dar de mamar...


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70 comentários:

  1. Bem, eu dei de mamar á minha mais velha também com um resultado muito perto do que aconteceu com a Ana. Na segunda filha assim que cheguei a casa com ela o meu marido foi logo á farmácia comprar a lata de leite que já conheciamos. E agora nem tentativa vou fazer. Será o meu ultimo bebé e por isso quero aproveita-lo sem stresses de amamentar. Está decido que será logo amamentado com leite artificial. Também não me sinto menos mãe por isso, alias nunca me senti mas hoje mais velha tenho mais certezas e menos preocupações com comentários dos outros. Muitas felicidades para a sua Conchinha, é uma graça mesmo, não desfazendo nas outras mas a Conchinha é a minha preferida. Beijinho grande.

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  2. LA nunca vai ser uma solução "igualmente" boa. O LM é sempre melhor. Não há leites fracos, há é mães que não querem amamentar e não se informam convenientemente, e desistem à primeira dificuldade, só porque na realidade, não querem amamentar e sentem que têm de se proteger com essas "desculpas", porque senão vão ser julgadas.
    Ninguém tem nada que julgar, mas a mim irrita-me ouvir essas desculpas que, nos dias de hoje, já toda a gente sabe que são treta. Prefiro que sejam honestas e digam "eu sei que o LM é o melhor, mas simplesmente não quero nem gosto de amamentar". É claro que ninguém é melhor ou pior mãe por amamentar ou dar LA. Quem amamenta (e até tarde principalmente) tb é julgado, ou porque amamenta em público, ou porque já é demasiado grande pra mamar, etc. Eu amamentei em exclusivo até aos 6m, e a pacotinha deixou de querer aos 22 meses, quando teve uma estomatite aftosa. Amamentaria mais, se ela tivesse querido. Agora garanto-vos, não há sensação melhor do que saber que a minha filha sobreviveu 6m exclusivamente com o meu leite (e bem gorda!!) e o conforto, segurança e cumplicidade que isso nos proporcionou. Além de que se poupa imenso, e é super prático não ter de andar com biberons e leites e esterilizadores atrás sempre que se quer sair. ;)

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    1. Confesso que nem acabei de ler o seu comentário porque barrei logo nisto " há é mães que não querem amamentar e não se informam convenientemente, e desistem à primeira dificuldade, só porque na realidade, não querem amamentar e sentem que têm de se proteger com essas "desculpas", porque senão vão ser julgadas.". Infelizmente, quando tudo nos corre bem, achamos que os corpos são todos iguais e que nós somos as maiores,as mais fortes, chamo-lhes as "mães superlativas". Mas não são e é por pessoas com a sua postura que muitas mulheres sofrem. Se há mães que não querem amamentar e há quem se enquadre na sua frase? Sim há. Mas se há muitas mulheres cuja estrutura do mamilo, cuja anatomia do peito, cujo bebé, cuja tendência genética para desenvolvimento de mastites é díspar, cujo leite é pouco, cujo leite não flui, há muitas. Como uma enfermeira de neonatologia lhe poderá assegurar, há bebés que até numa pedra conseguiriam fazer pega e outros que nem no mais perfeito mamilo. Isto só me faz lembrar a mulher que teve sorte, fez dois puxões e o bebé nasceu e que sai por aí a julgar que o parto é igual para todas e que, por achar que as dores ténues que teve são exatamente as que outras pessoas tiveram, julga que são umas mariquinhas as que se queixam. Só uma coisa controla uma experiência de parto fácil e outra em que a mulher sofreu horas a fio, ficou toda rebentada, sem caminhar dias, com mazelas anais e vaginais para toda a vida. Chama-se genética! Ah, e antes que saia a julgar como tão boa é, fala daqui alguém que amamentou (e certamente com 300% a mais do sacrifício e sofrimento que foi para si o ato, porque claramente da forma que fala não tem qualquer noção de que a mesma atividade pode ser tão desigual mediante o corpo), por isso posso falar consigo, dado que estou no mesmo alto pedestal em que se coloca. Tolerância precisa-se, juntamente com o desacreditar de que todos os corpos funcionam igual.

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    2. Lá vêm as histéricas...

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    3. Ana, ao contrário de outros post que aparecem por aqui, com os quais não me identifico nem me dizem nada, este sim!
      Gostei de ler, gostei que tivesse partilhado e principalmente porque pode ajudar alguma mãe que neste momento esteja a passar pelo mesmo.
      Um feliz Natal para toda a família.

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    4. Não é ser histérica, tenho muitas amigas q n amamentam e damo-nos lindamente. É lógico que não censuro alguém por desistir após N mastites. Tb tive uma e sei o que custa. O que quis dizer em relação a "primeira dificuldade" foi tipo, ah ela n pega bem, ai tenho uma greta, não consigo. As pessoas que inventam desculpas pra desistir só quando na realidade não querem amamentar e não conseguem admiti-lo. Simplesmente admitam que não querem e não gostaram. É que com essas desculpas idiotas, prolongam-se mitos e influencia-se mal outras pessoas. O que quero dizer, é que não têm de ter vergonha de não querer amamentar. Quem não gostar, paciência. Sou muito tolerante, não critico ninguém que não amamente, sou daquelas que acha que se a mãe está a amamentar por frete, ninguem ganha com isso. Mas estou mega saturada de ouvir histórias tipo "ah dei de mamar 2x no hospital mas ela n pegava bem entao desisti" ou "ela n ficava bem alimentada (e deu mama uma ou duas vezes) ou "tive uma greta e n aguentei mais". É só isso ;) E está enganada se julga que amamentar foi fácil pra mim. Não foi. Desde maus conselhos de enfermeiros que queriam que mamasse 20 minutos (ela mamava tipo 3, 4 de uma só mama por refeição) e fizeram com que a criança vomitasse a todas as refeições, pq ingeria leite a mais obviamente, a gretas HORRÍVEIS, uma mastite, e todas as chatices associadas - noites mal dormidas devido ao "vício", etc. ;)

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    5. "Não há leites fracos, há é mães que não querem amamentar e não se informam convenientemente, e desistem à primeira dificuldade, só porque na realidade, não querem amamentar e sentem que têm de se proteger com essas "desculpas", porque senão vão ser julgadas.
      Ninguém tem nada que julgar, mas a mim irrita-me ouvir essas desculpas que, nos dias de hoje, já toda a gente sabe que são treta."

      Tão cheia de certezas, cara StarBreaker, não as tenha que lhe fica mal.
      Não é verdade o que afirma. Posso dizer-lhe que com uma criança que nasceu com quase 5 kg, não havia leite materno que lhe chegasse e quando a vê a baixar drasticamente o peso e você a ter o peito completamente vazio, faz o quê? Aconselhada pelo pediatra e pelas enfermeiras, complementei sim com LA. Tive mais filhos e sempre com experiências diferentes na amamentação.
      Cada pessoa é diferente, os corpos são diferentes, os bébés são diferentes e os LEITES são diferentes...

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    6. Eu nao amamentei... No hospital senti me forçada e julgada. Dei sempre desde a primeira refeição leite artificial e ela esta cá com 5 anos.

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    7. Todas as mulheres que conheço que queriam mesmo amamentar conseguiram, por isso, tb não me venham com desculpas. Assumam que não querem e pronto. Não há mal nenhum nisso.

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    8. "Todas as mulheres que conheço que queriam mesmo amamentar conseguiram, por isso, " ah pronto esperem aí que se esta senhora não viu não existe, qual bola de cristal representante de toda a humanidade.

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    9. Olá,
      respeito todas as opiniões, no entanto, sou livre para discordar delas, assim como são livres para discordar das minhas!!
      A minha filha tem 1 ano e deixei de dar a mama teria ela 1 mês e qualquer coisa...
      Desde os 7 dias de vida que só mamava à noite, de resto era sempre LA
      Eu tinha imenso leite, ela mamava bem, pegou logo no peito, nos primeiros dias não perdeu peso...
      E não dei mais de mamar porquê?
      Porque o meu marido foi internado no IPO quando a nossa filha tinha apenas 7 dias, com Leucemia!!!
      Perante tal situação, as defensoras fanáticas da amamentação diriam, mas porque não tirar com bomba???
      Porque conseguir manter-me de pé foi o maior dos meus feitos!!!
      De um dia para o outro o meu leite reduziu para metade, até que secou, pois por opção deixei de dar a mama à minha filha, não tinha estrutura para tal...
      Críticas? Qualquer pessoa podia dizer o que quisesse, não me afectava nem afecta!!
      Mesmo perante tudo o que estava a viver, acabar de ser mãe,primeira filha, o meu marido internado em risco de vida... e mesmo assim ainda houve quem perguntasse, já não dás a mama?? A Resposta era: "não, não dou, o meu estado mental não mo permite, estar numa casa de banho de um hospital a tirar leite de bomba para mim não dá"
      O mais importante para mim é que continuasse a engordar e ser saudável...
      Por isso, quando vejo afirmações como: "Agora garanto-vos, não há sensação melhor do que saber que a minha filha sobreviveu 6m exclusivamente com o meu leite (e bem gorda!!) e o conforto, segurança e cumplicidade que isso nos proporcionou." então eu digo, há SIM sensação melhor!!!
      A sensação de saber que demos tudo de nós pela nossa família, a sensação de saber que a minha filha conhece o pai, e ter a certeza no meu coração, de que a vamos criar os dois juntos!!!
      O LM é muito bom claro, mas melhor que o leite materno é mesmo a saúde, por isso deixem de se vangloriarem porque deram leite até X meses e as crianças são gordinhas e nunca tiveram dentes, a minha filha tem 1 ano e nunca ficou doente, e certamente não será menos inteligente porque não mamou LM em exclusivo


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    10. Mas acha mesmo que alguém a censura por ter desistido de amamentar nessas circunstâncias?!?!?!?!!?
      E desculpe, posso "vangloriar-me" por ter amamentado em exclusivo até aos 6m e ter dado até "tarde" - que não foi nada tarde, há quem amamente bastante mais tempo, porque é, de facto, uma sensação inexplicável o ver os nossos filhos a crescer unicamente com o que nós produzimos. Se algumas não querem, ou não conseguem, tudo bem, mas isso não implica que eu não deva, ou possa, sentir-me orgulhosa do meu feito - até pq eu dizia que não ia amamentar nunca!

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    11. Então mas afinal parece que o que move estas mães que defendem a amamentação é, sobretudo, o próprio ego. Analisando o que escrevem, sinceramente, mesmo que o não admitam, o que lá no fundo vos deu força, o tal "meu projeto" tinha-vos como protagonistas. É essa a conclusão que vou tirando dos argumentos que usam, do orgulho que espelha. Isto não é maioritariamente pelo bebé, é mais por vós próprias.

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    12. STARBREAKER:
      Todas a mulher que queriam? Mas tipo todas mesmo? Todas que conhece ou todas mesmo todas todinhas no mundo?
      Imagine-se a ter um filho muito prematuro. Sem o reflexo de mamar, portanto. Agora imagine-se com o seu filho ao peito meia hora. O peito nem esvaziou metade. Tira o resto com a bomba. Enfia num biberão. Mais meia hora. Não consegue terminar. Despeja o resto para uma seringa e dá-lhe por sonda. Quanto tempo demorou? Agora imagine, que nos mesmos cuidados intensivos, tem outro filho á sua espera. Repete tudo outra vez. Faça as contas... Já vai em 3 horas. De tanto dar de mamar e usar a bomba a sua mama é tão estimulada que dá para quatro bebés! Mas uma pessoa quer e lá atura a coisa. Mas agora imagine que um vai para casa mais cedo. Dá de mamar a qual? Com o tempo todo que isto demora não dá para alternar... Ou ou outro... Mas a StarBreaker continua a querer. E quer tanto tanto tanto que passa dois dias enfiada em casa com o sortudo e deixa o outro entregue ás enfermeiras, ao pai, e ao LA. E então? O que faZer? Ou seca o leite e está presente na vida dos dois filhos, ou quê?
      Não fale do que não sabe com certezas de quem já passou por tud

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    13. Em momento algum referi "todas", está a referir-se a "Anónimo21 de dezembro de 2015 às 22:21

      Todas as mulheres que conheço que queriam mesmo amamentar conseguiram, por isso, tb não me venham com desculpas. Assumam que não querem e pronto. Não há mal nenhum nisso."

      Esse comentário não é meu. Eu conheço quem tivesse querido amamentar mas não tivesse tido subida de leite. Portanto não, não são todas. Há questões que não dá para contornar. E não seja sarcástica, porque como é evidente, há situações e situações,e há casos em que é quase impossível não desistir. Não vou voltar a justificar-me, fui bastante explícita na minha opinião, se querem continuar a interpretar mal, e a chamar fanática e extremista e tudo isso, força.
      Feliz Natal pra todas !

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  3. :) Acho que a sociedade exige demais, exige perfeição e as pessoas imiscuem-se demais na vida dos outros.
    No caso dos bebés parece que o que já é mau escala de um a maneira descontrolada.

    Ninguém é melhor ou pior mãe por dar ou não dar de mamar. Uma boa mãe é a mãe que faz o que pode e o que sabe e que ama o seu filho incondicionalmente.

    Porque as criticas que fazem a quem não dá, são as que fazem quem dá e passa os dias a ouvir que qualquer som que o bebé faça é porque tem fome ou porque o leite não presta.

    Parabéns pelo post

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  4. Tinham que aparecer os comentários fundamentalistas!!
    Ana, o que você passou com a Concha eu passei com o meu 1º filho. Uma ansiedade brutal, os julgamentos por estar a dar de mamar com mamilos de silicone, tudo pressões para mães de primeira viagem que são dispensáveis. Se doia e ele não mamava a culpa era minha, blá blá blá. Cheguei a ser abordada no centro de saúde pelas enfermeiras que queriam mandar a minha casa assistentes sociais na hora da amamentação para se certificarem que não estava a haver negligência da minha parte porque ele não aumentava o peso que elas queriam (apesar do pediatra particular dizer que ele estava óptimo de saúde e que era um "Small Model"). Até que a minha irmã me deu um abanão e me disse: a S deu de mamar até aos 18 meses com mamilos de silicone, não tem qualquer problema. Borrifa-te para esses fundamentalismos sem razão de ser. E eu lá acordei e assumi que ou era assim ou parava de dar de mamar. É assim foi, mamilo de silicone até aos 7,5 meses �� Com outras duas foi tão diferente, mamavam que era uma maravilha. Dar de mamar só é bom quando é bom para ambas as partes. Obrigada pelo seu post que irá tirar um grade peso de cima de muitas mães que se sentem pressionadas pela sociedade e por comentários de pessoas fundamentalistas é que não vêem nada à frente.

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  5. Eu amamentei a minha filha até aos 4 meses. Nesse período de tempo tive 7 mastites! Acabei por desistir na última que tive, por muita insistência do meu marido que já não conseguia entender o meu desespero em querer amamentar cheia de dores...
    Posso, hoje, agradecer lhe porque acho que acabaria por criar uma situação mais grave e passei a ver a hora de amamentar como prazerosa e ternurenta.

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  6. Este é um tema polémico e irá certamente dar que falar. De facto, amamentar não é fácil mas há soluções e o LA não é a melhor. Na minha opinião é desistir, optar pela saída mais fácil. Podem sempre procurar uma CAM. Mas é a minha opinião, era o que faria, e fiz. Cada um sabe de si, mas não digam que não há outra hipótese porque há, não é talvez a mais fácil mas há.

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  7. Aconteceu algo muito parecido com a minha filha mais velha, parti para a segunda, munida de biberões e etc mas também de mais informação, paciência e ouvidos surdos, 19 meses e ainda amamento. Concordo totalmente consigo, mãe cria química até sem ver o bebé. Mas confesso que me faz confusão a quem nem quer tentar...

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  8. Ana, a criação de vínculos com os nossos filhos é muito mais que a amamentação, é uma verdadeira causa e como tal o teu testemunho abafa fundamentalismos cegos e totalmente despropositados. Da minha experiência digo que amamentei em exclusivo até a minha filha cumprir seis meses de idade, insistindo que cada momento de amamentação tivesse uma parte (a inicial) de leite materno e uma segunda parte de leite artificial. O meu leite nunca fluiu em quantidade e tive de tomar esta decisão logo no primeiro mês. Disseram-me que a minha filha iria desistir do peito, a verdade é que não o fez, mas só o peito também não era suficiente. Cada mãe tem o seu testemunho e seremos melhores ou piores de acordo com a nossa dedicação. Sem culpas e sem certezas, mas esforçando-nos para sermos as melhores mães. Obrigada Ana pela tua partilha!

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  9. Parabéns, pelo seu comentário Ana.
    Eu fiz TUDO para amamentar a minha filha e nem sequer tive subida de leite. Foi o meu obstetra que me convenceu a deixar de tentar, porque a ansiedade era por demais... Ela tem 1 ano e meio e ainda não esteve doente. Não aguento fundamentalismos. Cada uma faz o que quer e o que a própria consciência dita. Beijinhos gosto imenso do seu blog!!
    Ana M.

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  10. Boa noite, não consigo entender os comentários que continuam a insistir na amamentação como unica e exclusiva forma de alimentar os bebes. Acho inclusive uma enorme falta de respeito depois do que escrevi. Ninguem tem o direito de julgar o grau de dor suportável de ninguem. Não têm o direito de continuar a dizer que se é fraca por desistir à primeira, ou até mesmo por não quererm tentar. CADA UMA SABE DE SI, ponto. Mostrar os enormes benefícios da amamentação é muito importante e devem cada vez mais ser falados e mostrados, mas isto de julgarem assim é das coisas que mais acho vergonhosa de mulheres para mulheres.
    Não quero que mudem de opinião apenas acho que deviam saber que certas coisas se dizem a amigas e na cara n~ºao desta forma fundamentalista.

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  11. Olá boa noite,
    Pois eu estou totalmente ao lado da StarBreaker.
    Só se ouve e lê comentários a apoiar a decisão da não amamentação materna, quem amamenta mais tempo é que é, hoje em dia considerado uma anormalidade.
    Tenho uma filha de 18 meses que ainda amamenta e amamentará até quando quiser, e estou cansada de ouvir comentários do género: Até quando vais amamentar? Não achas que já chega?
    As pessoas não são informadas? Não sabe as recomendações da OMS?
    Também amamentei em exclusivo até aos 6 meses (bem gordinha e saudável) e acreditem que é um orgulho enorme de mãe saber que foi pelo leite que eu produzi!
    Também tive gretas nos mamilos e a minha filha bolsava sangue... Tive de tomar a decisão de, na maternidade fazer 12 horas de leite artificial através do copo para recuperar os meus mamilos, tomava cerca de 7 banhos por dia com massagem ao peito porque estavam gigantes e empedravam.
    Minha gente, não é fácil para ninguém, até quase um mês de idade era um sacrifício a hora de amamentar.
    E não vou mentir que pensei dezenas de vezes em deixar de amamentar, mas fui forte, lutei e aguentei enquanto tive dores, porque o meu projeto era amamentar, sempre foi dar o melhor para a minha filha e porque sei o quão importante seria para ela, a todos os níveis e aspectos!
    Agora imaginem, um bebê que esteve durante nove meses, envolvido e aconchegado no quentinho da barriga da mãe, sem esforço para comer, sem esforço para respirar, sem obrigações de aprender a dormir ou a fazer coco, sem ter de pedir por comida ou aconchego, sem cólicas e outras dores, e quando sai cá para fora, está mais perdido, mais carente do que nunca.. Onde vai encontrar sossego e aconchego? Junto ao peito da mãe, pele com pele! Uma tetina de borracha ou silicone não deve servir de grande consolo!
    Somos mamíferos por alguma razão, já pensaram nisso? A Natureza é perfeita e se produzimos leite por alguma razão é! Apesar de todos os avanços medicinais e tecnológicos não nos podemos esquecer que continuamos a ser animais.
    Pois eu respeito quem não quer amamentar, mas considero uma falta de esforço em superar as dificuldades e facilitar a própria vida, mesmo que, isso signifique não dar o melhor para o bebé, ou até mesmo por uma questão de querer desvincular-se de uma presença indispensável na hora da amamentação, assim, pode deixar com alguém que possa assegurar essa parte por ela.. Afinal para tanta gente é tão importante voltar a ter a vidinha social de volta.
    Não considero que as pessoas que não amamentam que gostem menos dos filhos, tenho várias amigas que não amamentaram ou o fizeram por muito pouco tempo (com a tal desculpa de que o leite é fraco) e que dariam a vida pelos seus filhos. É uma escolha e seja porque razão for, a meu ver anti-natura.
    Este assunto é polémico, e como disse, conheço muito pouca gente que amamentou os seus filhos e conhece a verdadeira razão, importância e perseverança da amamentação que quer queiram quer não faz parte da opção maternidade!

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    1. Eu nem ia responder mas pronto. Não são desculpas, são opções. Depois de ter deixado a minha mais velha quase morrer á fome por causa da insistência na amamentação, acho que a "desgraçada" só sobreviveu devido aos frascos de aero-om, e depois de ter feito uma mastite na segunda filha, optei por não amamentar no terceiro filho. É uma opção consciente como outra qualquer, como a sua por exemplo, em amamentar. E eu não a considero mais forte, melhor mãe ou superior por ter amamentado a sua bebé, sou uma pessoa que respeita os outros e as suas opções. E não se trata de voltar á vida social nem de deixar o bebé aos cuidados de outros, no caso caso trata-se de querer proporcionar ao meu filho toda a tranquilidade de que ele precisa para crescer bem. Uma mãe stressada é que não é uma boa mãe de certeza. Beijinho e muitas felicidades para si e para a sua bebé. Margarida

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    2. A quantidade de ignorância, frases feitas e preconceito no seu comentário são mais lamentáveis do que qualquer mãe que opte por não amamentar. Por aqui exatamente a mesma situação, gretas, sangue, mastites, viver para as mamas (nos intervalos em que devíamos recuperar para a vez seguinte) e não é por isso que me julgo superior ou julgo as mães que o não fizeram. Julgo-me até estúpida por ter insistido e sofrido tanto. Caramba, serão vocês nas outras coisas, essas muitas vezes mais importantes na formação de uma pessoa, assim tão fundamentalistas do melhor? Eu conseguiria elencar aqui muitas coisas nas quais eu preferia que a minha mãe tivesse sido melhor e nenhuma é a amamentação (mamei até aos 3 anos e já agora tenho um sistema imunitário muito mau).

      A OMS vale o que vale, como qualquer outra área hoje defende-se uma coisa, amanhã outra . "Não e fácil para ninguém". Ora, eu conheço muitas mulheres para quem foi fácil, muitas até que nunca tiveram uma greta nem dificuldades na pega, nem falta de leite, nem mastites. O SEU projeto era amamentar, há quem tenha como projeto outras coisas e nenhum é mais válido que outro. Na verdade somos mamíferos porque pertencemos à Classe Mammalia, uma classe taxonómica que é apenas uma entidade teórica, como qualquer outro taxone. A Natureza é perfeita? Está a falar a sério? A Natureza não é perfeita, olhe à sua volta e verá que na natureza há muita imperfeição (e não é só a nível genético).

      Então quando é viável recorrer ao avanço tecnológico? É só na situação de vida ou morte? Porque desde que nascemos passamos o tempo a recorrer a ela em situações de melhora de qualidade de vida.

      A parte da "vidinha social" e a forma como a escreve então, como lamento. Se todas as suas amigas que não amamentaram foram com a "desculpa qe o leite é fraco", então pelos vistos não conhece pessoas com reais problemas com a amamentação. Aliás, no tal reino animal que evocou, o que não falta são animais que não conseguem amamentar as crias, sendo inclusivé necessário às vezes segurar uma ovelha para que deixe os filhos de outra mamarem.

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    3. Irritam-me tanto as pessoas fundamentalistas da amamentação.. sou mãe de um bebe de 3meses.. amamento e suplemento desde o 1mês e meio.. E porquê?! Sim tive gretas,tomava mts banhos por dia, e coisas por ai.. quase dia sim dia não ia a maternidade ao cantinho da amamentação.. depois optei por pagar uma conselheira amamentação que veio cá a casa 4 vezes.. fui a Lisboa a uma clínica especializada.. tudo porque ele não aumentava de peso e desde a nascença que o pediatra recomendava suplemento e eu insistia na amamentação.. ate que peguei no carro fiz.quase 400km sozinha c ele p ir a uma consulta.. foi a minha derradeira tentativa.. continuou sem engordar.. tive q suplementar.. ele só ganhou gramas dps do suplemento.. fiz de tudo tentei de tudo, gastei rios de dinheiro.. bombas,consultas.. chorei mto qd lhe dei o biberão.. dps vi o meu filho ganhar peso e ser um menino mais satisfeito
      Ninguém me soube explicar.. nenhuma conselheira, pediatra (fui a 4), na maternidade.. ninguém.. m ele n engirdava c o meu leite só..
      N me sinto pior mãe por ter optado por isto.. começou a engordar logo na primeira semana e agora sim já não tem aspecto de subnutrido. N e gordo atenção!

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    4. Adoro estas mães de primeira viagem, com rebentos ainda pequenos a acharem que sabem tudo sobre a vida e a amamentação...
      Não sabem e parem de ter certezas absolutas, pois essas não existem.
      Tudo na maternidade é diferente de filho para filho, na amamentação igual.
      Ser mãe é uma aprendizagem diária e o que resulta para uns, não resulta para outros, essa é a verdade.
      Aprendam a ser mais humildes e mais solidárias para com as outras mulheres.

      Assinado: mãe de 3 já crescidinhas.

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    5. Oms vale o qur vale? Deus me livre de tanta ignorância. Realmente mais vale mesmo um sábio a fazer-se ignorante qur um burro a fazer-se de inteligente.

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    6. Concordo com o autor que disse " a OMS vale o vale ", porque regra geral as recomendações mudam com alguma frequência . Quer um exemplo ?
      Posição de dormir do bebe :
      A OMS já recomendou dormir de barriga , depois dormir de lado e apenas há poucos anos recomenda dormir de costas .
      Não estou com isto a dizer que devemos ignorar , claro que não , contudo , tal como em tudo , temos de recolher informação , ouvir as recomendações e no final escolher o que funciona connosco e com a nossa família .
      P.S: sempre que se fala de amamentação, fala se dá OMS, nunca se diz , é que é uma recomendação é não , uma premissa para o prémio de Melhor Mãe do Ano
      Cumprimentos ,
      Ana Teresa

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    7. Caro Anónimo que tem como unico argumento o chamar-me burro a fazer-se de inteligente (muito obrigada por toda a sua argumentação e ponto de vista, sem dúvida que defender ideias como o fez é um passo em frente; ficámos todos muito mais esclarecidos com os seus argumentos!). Como não deverá ter entendido, dado que poderá corresponder a uma terceira opção de frase conjugada com os substantivos e adjetivos que utilizou , com o OMS vale o que vale entenda-se que são recomendações. Como tal, são para ser interpretadas como isso, avaliadas pelo nosso bom senso (quando o temos, claro!). A OMS não é uma receita de culinária, que se meter uns gramas a mais de azeite a maionese já não fica boa. São recomendações gerais, que depois deverão ser interpretadas mediante a situação e nunca esquecendo que espelham o "estado da arte" de determinada temática naquele momento. Portanto o argumento do "a OMS disse que são 502 g" é muito débil; como a Ana Teresa disse, não é um dogma. Eu não preciso que venha a OMS dizer que o leite materno é o melhor; o corpo produz o leite de propósito para isso, é elementar essa conclusão, sem ser necessário um engenheiro da China vir dizê-lo! Mas este assunto é um poço sem fim; continuam a aparecer mulheres a descrever que "com elas a amamentação foi fácil, a pega fácil, o leite suficiente" logo "é para todas". E podem-me adorar, porque embora esteja a defender as outras, eu faço parte do vosso gang, o das que se focaram no "se as outras conseguem eu também hei-de conseguir", das que levaram as mamas à exaustão para conseguir a muito custo o que para outras é tão natural. Talvez felizmente, a minha genética nem assim me deu sorte, dotando-me da tolerância necessária para perceber que por vezes, mesmo se fazendo de tudo, conseguimos chegar a uns 2-3 meses sôfregos de amamentação materna exclusiva que, olhando para trás, foi mais movida pela obsessão do que por eventuais vantagens para o bebé. Tivesse o meu corpo respondido como o da senhora lá de baixo e talvez eu estivesse aqui a contar o quão mártir fui e que se comigo funcionou, às que nao funciona é porque não se chicotearam o suficiente. E isto serve para muita coisa na vida, desde a amamentação ao parto (para a senhora a quem correu bem, acha que pintam como uma tortura porque convém!! (sic); para outras cujo corpo transformou um parto normal numa verdadeira tortura com mazelas para sempre, talvez achemos que pintam demasiado natural algo tão violento, que de natural teve muito pouco, culminando em acabar com outros processos que eram naturais, dado que há mulheres que até com incontinência fecal ficam para o resto da vida).

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    8. Posso lhe garantir que essa conclusão taoooooo óbvia da OMS não vai mudar. Coomo disse é algo fisiologico e. Ao me parece que nos próximos anos possa existir uma mutação genética fulminante que altere o organismo feminino de tal forma que venham dizer que dar de mamar é péssimo. Comparar com a posição de dormir do bebé é estúpido. É apenas uma orientação mas dizer qur "vale o que vale" é estar a fazer exactamente o mesmo, qur crítica, que as defensoras da amamentação Dizem. E se for ler o que é dito por esse organismo faz todo o sentido. Não diz que as mães devem sofrer para dar de mamar só porque é o melhor e Aconselhado. Só porque a sua experiência não foi boa não venha desvalorizar uma argumento válido só para se sentir bem. Quem faz os juízos de valor é a senhora.

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  12. Bem eu não li os comentários a que a ana se refere mas calculo o tom, claro.
    uma coisa é ignorância, não saber os benefícios de amamentar um bebé, ou coisa é ser uma pessoa informada neste caso sobre a amamentação e simplesmente decidir em consciência não amamentar. Somos um país livre e eu decido por mim, acho que cada uma deve decidir em consciência e seguir em frente com a sua opção. É feio ver mulheres atacarem outras mulheres, muito feio.
    Beijinho

    Maggie

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  13. Ahhh é verdade, já disse que a vi gira como sempre com a sua mais nova ao colo a tirar umas fotografias na corrida que houve há poucas semanas em Belem? giras :)
    Bjo

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  14. Não amamentei por opção. Sou uma excelente mãe. Só não percebo como não se levantam vozes de protesto aos pais que levam os filhos ao Mac Donald's

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    1. Acho que todas se acham excelentes mães lol

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    2. Não amamentar por opção é uma atitude egoista ! Cada um sabe de si mas como é óbvio, se tem leite para amamentar (e não , nem todos os leites são bons) é egoista não o fazer porque o LM é o melhor que se pode dar nos primeiros tempos de vida. A Ana fez o melhor que pôde e é uma excelente mãe!

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    3. A partir do momento em que alimentam a criança, seja de que maneira for, já estão a ser boas mães. Quando tem um filho e não o quer amamentar por opção está a olhar apenas para o seu umbigo. Nem sequer tentar torna-a uma má mãe, lamento.

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    4. É com cada uma...
      Eu amamentei as minhas 2 filhas, e levo-as ao MAc de vez em quando.
      O que raio é que uma coisa tem a ver com a outra?

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    5. Não amamentar por opção , não é EGOÍSMO, é só uma opção , nada mais !!! É uma opção da mãe , que tem direito a ela , é uma opção de uma mulher, que escolhe estar feliz, tranquila e bem resolvida .
      As mães que são extremistas não podem continuar a ser tão fundamentalistas em relação à amamentação , caso contrário , a vossa mensagem perde a força , porque passam apenas a ser vistas como uma minoria maluquinha.
      Sejam inteligentes senhoras , não através da acusação , nem tão pouco do alto do vosso pedestal que iram passar s vossa mensagem ( nem sequer o deveriam fazer , a amamentação deveria ser uma opção e não uma obrigação ).
      Mais respeito a todas as mulheres e para todas as mulheres independentemente de não amamentarem ou amamentarem até aos 3 anos .

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    6. As minhas vão ao McDonald´s, hehehehehehehe. Também não me sinto pior mãe por isso, ahahahaha. Beijinho grande.

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  15. Oh bolas! Com tantas "curandeiras" da amamentação, logo eu não conheci nenhuma quando tanto quis amamentar a minha filha e não consegui de forma alguma! Nem os médicos, nem as enfermeiras, nem as conselheiras da sos amamentação conseguiram fazer qualquer milagre e tive mesmo que me render ao LA, que pena não ter tido por perto nenhuma destas "curandeiras", de certeza que não me teria sentido tão diminuída e humilhada pelas (supostas) supermães e sentido na pele o bulling de quem acha que sabe sempre tudo e é tão pouco tolerante com a diferença! Que vidas tão pobres e medíocres devem de ter! Viagem minhas queridas, que isso abre mentalidades e torna-nos mais tolerantes com o próximo! Feliz Natal (e amor ao próximo, é o que pede a época, já que não o conseguem fazer o ano inteiro)!
    Beijinhos Ana, parabéns pelo Post!

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  16. Segundo estas senhoras só quem sofre, fica com as maminhas em sangue, acorda 300 vezes por noite e se sacrifica brutalmente é que ama verdadeiramente os seus filhos. Alguém mais notou a vaidade com que exclamam que amamentaram em exclusivo e que era apenas delas que os filhos precisavam? Curem-se suas fanáticas tristes. E por favor, parem de tentar contaminar as mulheres saudáveis, mães felizes, alegres e descomplexadas, com as vossas teorias dementes.

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  17. A minha experiência é um bocadinho diferente. Amamentei os meus dois filhos, um até aos 11 meses, o outro até aos 22 meses e não tive más experiências (mastigues, gretas, etc..), os meus filhos tiveram logo desde início pegas perfeitas e mesmo assim confesso que houve dias em que o cansaço era tanto que ponderei mil vezes dar-lhes um biberon com LA. E no meu caso, senti que a pressão foi no sentido contrário.. Se corre tudo tão bem qual é a desculpa para não amamentar? Acho que cada caso é um caso e sinto que no final todas nós fazemos o que sentimos ser o melhor para eles! Não sinto que teria sido menos mãe se lhes tivesse dado LA e agora com o terceiro logo veremos... Se conseguir amamentar, fantástico, se não continuo a estar cá para ele sempre que o colinho e o cheirinho da mãe esses sim são insubstituíveis =).

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  18. A minha experiência, contada na primeira pessoa: amamentei a minha filha até aos 2 meses, no início tinha muito leite, mas depois foi desaparecendo... tive febre, tive gretas no peito, a minha filha chegou a amamentar e a ficar com a boca cheia de peles que saíam do meu peito, até que um dia vi que já não havia leite nenhum e desisti! Lutei e fiz de tudo para lhe continuar a dar de mamar, tive a ajuda de enfermeiras especializadas em amamentação, mas não resultou... lamento minhas caras Sras. "especialistas" em amamamentação, mas eu não sou nenhum Cristo para sofrer pela humanidade! Quem dá o que tem a mais não é obrigado! Eu dei tudo o que tinha, até poder! Se não tinha mais leite, o que podia fazer? Deixar a minha filha morrer à fome?
    Acho lamentável estas "mães fundamentalistas"... foi por causa de pessoas como vocês que sofri horrores no pós-parto, sabiam? Eu tinha vergonha de estar ao pé de outras mães que estavam a dar de mamar aos seus filhos, porque eu só podia dar biberon! Sabem o que me fizeram de mal?
    Acho que hoje em dia toda a gente está consciente dso benefícios da amamentação materna, mas o que fazer quando não se tem leite, quando mais nada resulta? Digam-me suas cabecinhas ocas!? Será que todas nós temos que ser iguais? No pós-parto conheci uma rapariga que tinha tanto leite que não conseguia estancar a produção, estava sempre a ter que colocar conchas, e não foi por isso que foi condenada pelas outras mães! Porque é que o contrário acontece? Digam-me?

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    1. Mas acha mesmo que alguém a censura por ter sofrido tudo isso e ter deixado de amamentar?! Como disse, fez tudo o que podia, claro que a criança não pode morrer à fome. Quanto à senhora no pós-parto, isso é normalíssimo acontecer. Quando temos a subida de leite, a produção está descontrolada e leva algum tempo até se ajustar às necessidades do bebé. Essas situações são as maiores causadoras das horríveis mastites. E engana-se, quem amamenta muito e até tarde é criticada também!

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    2. Uma coisa é tentar e não conseguir, outra é nem sequer tentar. E acalme-se lol

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  19. Vamos lá acalmar os ânimos por aqui? Há quem não amamente por opção, há quem não amamente porque não pode e ponto final. Há quem faça cesariana porque quer e há quer queira um parto normal e não possa fazê-lo. O que importa é que Mães e crianças estejam bem. Amamentar é a melhor coisa do mundo, quando corre bem. Para mim foi, e chorei muito quando fiquei sem leite. Mas para muitas mulheres não corre bem eé um sofrimento para elas e para os seus filhos. Quem somos nós para julgar os outros? Acho que a questão da educação dos filhos é o tema mais polémico que existe... é só "bitaites". Não é poruqe fazemos de uma certa maneira que fazemos melhor que os outros. As mães e os filhos são todos diferentes, o que é melhor nuns casos não será noutros. Mas amor de Mãe e cumplicidade de mãe e filhos não se mede pelos meses ou dias de amamentação. Toda a gente conhece as vantagens do leite materno, mas a ciência permitiu a existência de um substituto. Ou não sabiam que antigamente os filhos de mães que não tinham leite mamavam noutras mães? Nos dias que correm isso seria muito complicado... e o leite adaptado foi desenvolvido especialmente para colmatar essas dificuldades...Para quê fundamentalismos? Telhados de vidro temos todos.
    Parabéns às mães que amamentam. Parabéns às que não podem fazê-lo, independentemente da razão. parabéns a todas as que amamentam em público (há quem não goste de ver e critique, eu acho lindoooooo).
    Que as crianças sejam saudáveis, amadas e muito felizes. Isso é tudo.
    Boas feestas :)

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  20. Olá Ana. Todos os dias vejo o seu blog e realmente temos muito em comum na forma de pensar e atuar no dia-a-dia. Hoje resolvi manifestar-me porque, este seu post em particular me diz muito, pois aconteceu-me isso precisamente como o meu filhote João há 11 anos atrás quando ele tinha uns frágeis 8 dias, em que também eu julguei que a criança se estava a alimentar, e realmente ele andava a mostrar sinais de cansaço e fraqueza por não estar a comer, e eu tão nervosa mas embevecida por ter ali o meu amor maior finalmente, nem me apercebi que quase o perdia se não tivesse ido à rotina da pesagem. O meu querido filho estava prostado quando o levei às urgências e foram os três dias mais longos e sofridos que alguma vez passei na vida, e quando saí do hospital com ele, a minha vida voltou a ter sentido e ainda por cima ele sorriu para mim de uma forma tão suave que parecia estar a dizer-me para ficar tranquila que ele estava bem. 2 anos e meio depois nasceu a mana Joana, e claro que a minha ansiedade não diminuiu por ser a segunda filha, aliás foi pior por não querer errar de novo, de tal forma que com a penas 15 dias de idade ela mamou pela última vez nessa 15ª noite, pois na manhã seguinte estava tão "seca" como se nunca tivesse tido leite na vida. Com isto quero dizer que realmente é importante amamentar não fosse esse um processo natural e saudável, mas os meus filhos são meninos muito saudáveis e crianças com uma energia fora de série e eu estou grata por isso. Bem hajam a todas as mães sem exceção e sejam felizes com os vossos príncipes e princesas. Boas festas.

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  21. Eu devo ser a única que aqui está a comentar e não tenho filhos :)
    Talvez isso me dê uma visão mais racional do que aqui está escrito.
    E por favor, não me digam que não tenho o direito de falar sobre o que não sei. Tentei, abortei e não sou mãe porque não posso. Ponto.
    Sou filha única, a minha mãe amamentou-me até aos 18 meses, quase na íntegra! Não me lembro como foi :)
    Mas já vi algumas mulheres a amamentarem: algumas com um olhar de adoração e palavras meigas, outras puxavam da mamã e continuavam a falar com quem estavam antes. Já vi mães a não dormirem (literalmente) durante a primeira semana do bebé, sem arredarem pé do berço, e também já vi mães que foram trabalhar após essa primeira semana...
    Críticas? Não tenho autoridade para fazê-las, nem ninguém tem, pois não conhece essas pessoas nem tampouco sabe o que as move.

    Ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de colocar em causa o amor e a dedicação de uma mãe pelo seu filho medindo isso pelo amamentar!
    Vocês ouvem-se a falar? Têm consciência do impacto das vossas palavras nas outras pessoas?
    Uma mãe pode e deve falar da sua experiência, quando muito, pegar na sua experiência e tentar apoiar outras mães. Mas nunca inferiorizar e menosprezar as opções e direitos das outras mães.
    As pessoas são diferentes, as mães também o serão com certeza.
    Há quem seja mãe a tempo inteiro e há quem não abdique da sua vida profissional.
    Não se deve criticar isso, porque a maternidade é uma escolha, mas não é uma anulação da pessoa que uma mãe foi.
    A criação de laços entre a mãe e o bebé é naturalmente diferente. O que interessa é que exista, que os dois possam vivê-la da melhor forma que ambos encontrem.

    Sejam mais compreensivas e tolerantes! A vida não tem somente uma cor, tem várias, em harmonia!
    Feliz Natal!

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    1. Não diria melhor!
      Também passei por uma gravidez que não correu bem, fiz muitos tratamentos de fertilidade, 1 drilling aos ovários e após 2 anos consegui ter a minha princesa. A Célia pode não ser mãe na realidade mas é nas palavras e no coração. <3

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  22. Passei por isso mamã...Passei e sofri muito muito mesmo, ouvir dos outros dizer 'tens umas mamas grandes não sei para quê, nem para alimentar a tua filha servem' isto dito por pessoas de família :D
    Foi muito complicado mas mal nasceu a minha pequena Carolina fiquei sem apetite, não sei porquê não conseguia comer, a comida dava-me arrepios, a Carolina era muito chorona, estava tão nervosa ansiosa com tudo, medo de não saber e não conseguir ser a mãe que aquele ser minúsculo precisava...tudo me atormentou e apesar da Carolina estar a engordar muito bem com o meu leitinho chegou um dia em que ela mamava mamava e nada saia, ela chorava, eu chorava e tentava tirar leite (que já não tinha) com a bomba e nada...foi desesperante! Liguei ao pediatra e fui comprar o leitinho á farmácia, desde ai com 1 mês e meio que sempre bebeu o aptamil, adorou, teve algumas cólicas sim mas as mamas que conheço que amamentavam também se queixavam que os bebés tinham cólicas. A Carolina cresceu e hoje com 2 aninhos é um criança alegre, feliz, meiguinha, traquina e acima de tudo super saudável, a Carolina adora a mama, adora o papá, adora os avôs porque a vantagem de dar biberão é que qualquer pessoa pode dar e a ligação que sentiria só comigo se mamasse na minha maminha sente com todos os que a amam pois desde a mamã, ao papá e aos avós todos lhe demos o biberão, segurando na mãozinha dela, fazendo-lhe festinhas e aconchegando-a sempre contra o nosso peito e o bater do nosso coração e como tal ela é uma menina ligada a todos por igual e que ama todos da mesma maneira que todos nos a amamos a ela :D

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  23. Ao mencionar o Mac Donald's queria só dizer que há tanta polémica em torno da amamentação e tão pouca preocupação na alimentação das crianças da primeira e segunda infância. Não generalizando, obviamente. Sou educadora de infância há 20 anos e posso assegurar que são muito poucos os pais que se preocupam com estas questões. Já vi de tudo e em muitos meios sócio económicos. Desde crianças que não comem sólidos, a crianças que não comem fruta, a crianças que comem chocolates no reforço da manhã. Tantos e tantos casos assustadores e em que os pais permitem de tudo. Quanto à amamentação, é sempre uma questão polémica e nenhuma mãe, médico ou enfermeiro tem o direito de julgar. O dever de aconselhar sim, de julgar nunca. Decidir não amamentar não é um ato de egoísmo é uma opção que deve ser respeitada. Vivemos ou não num país livre? Ana, adorei este seu post e a sua frontalidade. Um feliz natal

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    1. Concordo tanto com a parte da alimentação. Há pais que a partir do momento em que o médico diz que eles podem comer de tudo levam isso ao extremo.

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  24. Cada recém nascido deve ser alimentado com o leite da sua espécie, a não ser por circunstâncias extremas. Alguém em seu perfeito juízo prefere dar leite de vaca ao seu filho, evitando dar o seu? Pensem nisso!

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    1. Não é leite de vaca que se dá aos bébés!!!

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    2. Vá ler a composição das latas de leite em pó e depois diga o que encontra.

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    3. Encontro muita coisa, mas não leite de vaca!!!

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  25. Eu amamento duas, uma de 30 meses e outra de 5 meses :)

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  26. Não percebo o porquê de tanta polémica à volta deste assunto. Cada mãe faz aquilo que acha ser melhor para os seus filhos e para si. Tenho duas filhas, uma que faz 4 anos na próxima semana e outra com 7 meses e meio. Não amamentei nenhuma das duas. Não me sinto pior mãe por isso. A minha primeira filha nasceu às 32 semanas e, apesar de, felizmente, nunca ter tido problemas por causa disso, era demasiado pequena para conseguir mamar. Sofri horrores nos primeiros dias quando as enfermeiras me tentavam obrigar a isso. Eu bem tentava, mas nada... ela chorava cheia de fome (numa altura em que precisava urgentemente de ganhar peso) e eu chorava mais ainda de desespero e de dores. Acabava sempre por ter de ser alimentada com o biberon (e a dormir porque acordada ninguém lhe conseguia dar de comer, nem mesmo os médicos e enfermeiras). Acabei por desistir ao terceiro dia, já cheia de dores e a arder em febre. Para mim foi uma experiência horrível e nunca hei-de compreender o encanto desse momento. Com a segunda filha optei, logo à partida, por não amamentar. Até hoje, nenhuma delas teve problemas por isso e são as duas extremamente saudáveis. Eu também nunca tive problemas e não fui amamentada. Não me arrependo de não ter dado de mamar. Acho sinceramente que foi o melhor para mim e consequentemente para elas. E não, não é egoísmo da minha parte. Egoísmo teria sido deixar a minha filha mais velha a morrer à fome ou ter tratado delas como um "fardo". Fui e sou muito feliz com a minha decisão. A acho sempre engraçado aquelas mães que tanto se gabam de ter amamentado até tarde, mas que depois são as primeiras a dar fast food aos seus filhas com regularidade, a dar açúcar a mais, a não dar fruta ou legumes suficientes, a fumar à frente deles, a discutir à frente deles... E antes que me critiquem, é claro que isto não se aplica a todas as mães que amamentam, nem só a essas. Quero apenas dizer que dar leite materno ou não é uma decisão como tantas outras que tomamos ao longo da vida. Que dar de mamar pode não parecer, aos olhos de muitos, a melhor decisão, mas que está longe de ser das piores que uma mãe pode tomar. E a verdade é que, em última instância, todas nós faremos sempre o que achamos ser melhor para os nossos filhos. Eu morreria por qualquer uma das minhas filhas e não tenho a menor dúvida de que a grande maioria das mães o fariam, quer tenham amamentado ou não.

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  27. Olá Ana!
    Antes de mais, obrigada pelo post e pela partilha da experiência com a Concha.
    Na minha perspectiva e na minha experiência, e pelo que vou lendo, ouvindo e pesquisando, a amamentação é, tal como o parto normal, algo muito simples e natural que, infelizmente, é complicado e pintado como sendo uma tortura e algo muito difícil.
    Convém a muita gente, diga-se de passagem (não me refiro a mães!).
    Eu fui mãe, pela primeira vez, há 21 meses. Como sempre e sendo mãe de primeira viagem, tudo me parecia estranho e difícil. O meu bebé nasceu com 37 semanas e era muito dorminhoco. Tinha uma boa pega mas só queria dormir na mama. Sempre tive q o acordar para mamar durante a noite. Caso contrário, dormia toda a noite, sem comer. Amamentei em exclusivo até aos 3 meses. Passava horas a dar de mamar. Passava os dias a dar de mamar. Contudo, ele perdeu muito peso à nascença, ganhava o peso no limite do necessário e chorava imenso...tinha cólicas, mas não só. Tive que lhe dar suplemento. Mas não fiz como o pediatra recomendou. Queria que desse alternado (mama uma vez, suplemento a seguir, etc). Eu não o fiz. Dava apenas 1 biberão na hora de almoço e outro antes de dormir. Tomei promil. Insisti sempre com a mama. A minha produção de leite foi aumentando cada vez mais. O meu bebe engordou e cresceu mais. Mamava mais desperto. Mamava mais e melhor. Primeiro retirei o biberão do almoço. E dpois o da noite. Passei novamente a amamentar em exclusivo. Até aos 6 meses. Tinha inclusive que tirar leite com a bomba para controlar os excessos de produção. :) depois continuei a amamentar até aos 13 meses. Altura em que tive que desmamar pq engravidei.
    Agora, segundo filho, tudo mais fácil. Cabeça descomplicada, mãe sem Stress e bebe com 38 semanas muito desperta e a mamar lindamente. A amamentação é um prazer, é simples, corre muito bem, e a bebé está grande e vivaça.
    As experiências são diferentes. É normal. Isto tudo para dizer que amamentar é simples e que nunca devemos desistir. O leite adaptado não é nem nunca será o melhor para o bebe. Pode ser muitas vezes uma última opção. No meu caso ajudou e consegui retirar. Mas nunca o encarei como a opção a seguir. Sei q se tivesse dado alternado como indicou o pediatra, iria ficar cada vez com menos leite e o desmame seria certo. É isso que fazem muitas mulheres. E sim muitas escolhem não amamentar... Isso é egoísmo. Não me refiro claro aos inúmeros casos que foram citados aqui. Mas sim escolher como conheço muitas. Pq amamentar da trabalho. Leva tempo. E impede de fazer muita coisa.
    Mas, digam o que disserem, é muito bom poder continuar a alimentar com o nosso corpo, o nosso bebe, depois de ele nascer.
    Maria

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  28. Olá Ana!
    Antes de mais, obrigada pelo post e pela partilha da experiência com a Concha.
    Na minha perspectiva e na minha experiência, e pelo que vou lendo, ouvindo e pesquisando, a amamentação é, tal como o parto normal, algo muito simples e natural que, infelizmente, é complicado e pintado como sendo uma tortura e algo muito difícil.
    Convém a muita gente, diga-se de passagem (não me refiro a mães!).
    Eu fui mãe, pela primeira vez, há 21 meses. Como sempre e sendo mãe de primeira viagem, tudo me parecia estranho e difícil. O meu bebé nasceu com 37 semanas e era muito dorminhoco. Tinha uma boa pega mas só queria dormir na mama. Sempre tive q o acordar para mamar durante a noite. Caso contrário, dormia toda a noite, sem comer. Amamentei em exclusivo até aos 3 meses. Passava horas a dar de mamar. Passava os dias a dar de mamar. Contudo, ele perdeu muito peso à nascença, ganhava o peso no limite do necessário e chorava imenso...tinha cólicas, mas não só. Tive que lhe dar suplemento. Mas não fiz como o pediatra recomendou. Queria que desse alternado (mama uma vez, suplemento a seguir, etc). Eu não o fiz. Dava apenas 1 biberão na hora de almoço e outro antes de dormir. Tomei promil. Insisti sempre com a mama. A minha produção de leite foi aumentando cada vez mais. O meu bebe engordou e cresceu mais. Mamava mais desperto. Mamava mais e melhor. Primeiro retirei o biberão do almoço. E dpois o da noite. Passei novamente a amamentar em exclusivo. Até aos 6 meses. Tinha inclusive que tirar leite com a bomba para controlar os excessos de produção. :) depois continuei a amamentar até aos 13 meses. Altura em que tive que desmamar pq engravidei.
    Agora, segundo filho, tudo mais fácil. Cabeça descomplicada, mãe sem Stress e bebe com 38 semanas muito desperta e a mamar lindamente. A amamentação é um prazer, é simples, corre muito bem, e a bebé está grande e vivaça.
    As experiências são diferentes. É normal. Isto tudo para dizer que amamentar é simples e que nunca devemos desistir. O leite adaptado não é nem nunca será o melhor para o bebe. Pode ser muitas vezes uma última opção. No meu caso ajudou e consegui retirar. Mas nunca o encarei como a opção a seguir. Sei q se tivesse dado alternado como indicou o pediatra, iria ficar cada vez com menos leite e o desmame seria certo. É isso que fazem muitas mulheres. E sim muitas escolhem não amamentar... Isso é egoísmo. Não me refiro claro aos inúmeros casos que foram citados aqui. Mas sim escolher como conheço muitas. Pq amamentar da trabalho. Leva tempo. E impede de fazer muita coisa.
    Mas, digam o que disserem, é muito bom poder continuar a alimentar com o nosso corpo, o nosso bebe, depois de ele nascer.

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  29. Vou deixar aqui o meu testemunho.
    Tenho apenas uma filha, agora com 6 anos. Quando nasceu, e ainda no hospital, tive alguma dificuldade em dar de mamar, a minha falta de experiência era o que atrapalhava mais, depois porque como foi cesariana o leite não desceu logo, e o facto de ter o peito grande também atrapalhou, acontece que não fiz bico do peito (parece que acontece com frequência em mulheres com o peito grande) e era difícil dar de mamar, uma enfermeira dizia que eu tinha de fazer uma prega no bico, ok, uma vez dá, à segunda já dói, à terceira já não conseguia dar mama, até que outra enfermeira me deu um bico de borracha e aí foi como do dia para a noite, dar de mamar foi super fácil. Já em casa comprei 2 ou 3 tipos de bicos, até que descobri qual deles a minha filha gostava mais de mamar, eram uns de silicone da Medela. Nunca mais tive problemas em dar de mamar, mas talvez se aquela enfermeira não me tivesse dado aquele bico de borracha, talvez não tivesse dado de mamar, ou então dava e seria uma experiência horrorosa. Mas não, foi a melhor coisa que fiz, por mim, pela minha filha, que foi sempre saudável, e fiz até aos 6 meses (só mama), até que acabou.
    Há mães que simplesmente não tiveram leite, e não puderam dar de mamar, mas se tiverem por favor, tentem, não desistam, todos sabemos quais são os benefícios! Conheço (um familiar)quem simplesmente não quis dar de mamar, secou o leite, não tentou, não fez um esforço, apenas porque dá trabalho, e biberon qualquer um pode dar, resultado, um bebe sempre doente! Hoje reconhece que errou, e a muitos diz que não teve, assim não se sujeita a criticas!
    Relaxem, peçam ajuda, agora até há bombas de leite, tiram o leite, metem no biberon e já está, mas não desistam!! Ter leite e escolher não dar é para mim desistir um bocadinho de ser mãe!
    Um Santo Natal a todos!!!!

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    1. Vocês ouvem-se?! "escolher não dar é para mim desistir um bocadinho de ser mãe!" Porra.......... são mesmo muito infelizes

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  30. Estou a dias de ter o meu segundo filho e nao vou amamentar porque nao quero.
    Nao me interessa nada que me julguem, nem quero saber. Corpo meu, filho meu, decisoes minhas.
    Ja passei pela experiencia da amamentaçao 1 vez e digo com toda a certeza que foi a pior experiencia que tive como mae e mulher na minha vida. Tenho um mamilo invertido e o outro é plano. Cheguei a um ponto em que tinha uma crianca presa ao peito quase 24/24h porque tinha fome o leite nao saia na quantidade que ela queria. Os meus seios tinham nao so gretas enormes como cheguei a um ponto em que a minha filha bebia o pouco leite que tinha com sangue. Tinha dores absolutamente horrendas. As enfermeiras continuavam a dizer que apesar de tudo, era so uma questao de habito.
    Nunca foi. Para umas podera ser uma coisa natural. Para mim nunca foi. Foi o periodo mais negro da minha vida onde sozinha, num pais estranho e sem qualquer apoio ou experiencia com criancas apanhei uma depressao pos parto porque achava que nunca seria boa mae por nao conseguir amamentar como todas as outras. Demorei meses ate conseguir estabelecer uma ligacao com a minha filha e comecar a aproveitar as coisas boas da maternidade. No primeiro biberao senti-me a pessoa mais inutil do mundo.
    A minha filha hoje tem 5 anos e tem mais saude que a generalidade dos miudos que vi serem alimentados a LM. A primeira vez que ficou doente ja tinha mais de um ano. Olhando para tras hoje percebo a perda de tempo que foi insistir na amamentacao. Podia ter aproveitado muito melhor o nosso comeco de vida juntas.
    Por isso é que repudio completamente ideias fundamentalistas sobre este assunto. Se a mae der de mamar é uma super mae mas se nao der é porque é ma mae e nao quer o melhor para o seu filho... aqui nao existem super maes! Existem maes. Ponto final.

    Nao volto a dar de mamar. Nao quero. Nao é egoismo. É uma escolha pessoal á que tenho direito. E nao vao ser outras maes que me vao fazer sentir mal por isso porque sei o que valho como mae e sou tao boa ou melhor que elas por alimentar o meu filho com leite artificial. Nao é isso de todo que mede ou quantifica o meu amor pelos meus filhos.

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    1. Concordo plenamente. Também tive uma péssima experiência na primeira vez, tive uma mastite horrorosa e tive que ser operada e passar 5 dias internada.Na segunda estava tão traumatizada que andava em pânico que acontecesse o mesmo. Felizmente não aconteceu e o leite acabou por secar aos 3 meses. Se tivesse outro optava pelo leite artificial sem hesitar.

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  31. Eu queria só dizer que também há mães que amamentam sem qualquer problema. Tive três filhos que mamaram até aos 12/13 meses, e nunca tive nada dessas desgraças que leio: gretas, caroços, noites sem dormir, bebés que têm fome não engordam...
    Não é para me vangloriar, longe disso, é só para dizer que às vezes corre bem. Deve ser uma combinação de genética, tranquilidade e sorte!
    Luísa

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