quinta-feira, 23 de julho de 2015

Os kits da mãe #11

Uma túnica boho, uns calções de ganga e uns ténis all star para um final de dia no jardim, para um picnic que elas adoraram e para me sentir confortável, gira e com pinta.
A túnica foi amor à primeira vista numa das vindas da Wearable a Lisboa. Esta é uma das marcas que gosto de usar e de onde tenho coisas muito, muito giras, como esta que escolhi para este dia de Verão. A minha cara.
Pulseiras e colares também são coisas que cá em casa não faltam e ainda bem, porque esta semana a Carlota veio pedir uma das minhas pulseiras para ela usar. Com 3 filhas raparigas o melhor é começar a investir em coisas que dêem para todas, se começa aos 6 anos que será daqui para a frente.

Um conjunto que pode ser usado (e vai ser usado) muito mais vezes para outras ocasiões descontraídas, nestas férias de Verão.










Túnica: Wearable
Calções de ganga: H&M
Pulseiras: Maria Galhardo
Ténis: All stars




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Uma suspeita real

Tenho a certeza que vacilei...não paro de pensar nisso e sim, vacilei.
Hoje na praia já mesmo no final do dia, quando elas tomavam o último banho na piscina pequena que o mar formou, ideal para as crianças estarem a brincar. Eu estava mesmo ali ao pé sentada na toalha quando reparei num homem a tirar fotografias. Na altura não sei bem porquê, porque pessoas na praia a tirar fotografias com máquinas ou telemóveis não faltam, reparei nele e achei qualquer coisa esquisita. Reparei mas pensei que estava ali a ver a mulher ou os filhos que também brincavam na água. Chamou-me apenas a atenção que ele se movimentava muito e sempre na direção onde as Cs. brincavam, que nessa altura andavam de um lado para o outro para aproveitar a piscina e o último banho. Já estava a olhar para ele quando a Carlota sai da água e vem ter comigo a perguntar porque estava aquele senhor a tirar-lhes fotografias. Eu tentei não ligar e disse que ele estava a tirar, mas era à família dele. Foi quando ela me diz:
- Não é não mãe, a família dele está ali no chapéu (mesmo pertinho de nós) a dormir, olha!
Quando olhei e vi que tinha razão chamei a Conchinha e vi que ele já estava também a virar costas e a subir. Trocámos olhares e logo ali suspeitei ainda mais (já devem estar a achar-me exagerada, mas sexto sentido de mãe não se engana e eu não devia ter vacilado pensando nestes passos todos). Fiquei a ver para onde ia e o que fez à máquina (tenho quase a certeza que era um telemóvel e que guardou numa capa azul turquesa na mochila).
Pensei 2 minutos no que fazer e apesar de ter um blog e as expor, naquele momento tremi e não gostei do que senti e do que me passou pela cabeça (tenho a certeza que muitas não vão entender e ainda vão fazer comentários maldosos).
Embrulhei-as nas toalhas e fui até aos nadadores salvadores da praia contar o que se passou. Eles perguntaram se achava que tinha a certeza e mesmo não tendo 100% (acho que nunca se pode dizer que se tem nestas situações) podia chamar a policia marítima para eles pedirem a máquina e ver as fotografias que lá estavam. Depois avançava ou não para uma queixa.
Disse que sim, eu não tremia se não fosse alguma coisa suspeita, não foram minhocas da minha cabeça, não podia deixar um episódio destes passar assim como se não tivesse sido nada.
Enquanto esperávamos ali sem que o suspeito nada percebesse, uma senhora, que viu veio ter comigo e com os nadadores salvadores, que já não saíram do pé de mim enquanto esperávamos a chegada da policia, para se oferecer como testemunha porque também ela viu o senhor suspeito ali a tirar-lhes fotografias. Nunca esperei nos dias de hoje que alguém tomasse esta atitude, mas ainda tomam e isso só mostra que ainda existem boas pessoas, com princípios e que pensam nos outros também. Ela própria disse se fosse comigo gostava que fizessem igual e eu sei o que vi.

A policia chegou e tudo foi muito rápido, o senhor colaborou, mas tudo o que mostrou nada tinha a ver com que tenho na minha cabeça que vi. A máquina que mostrou estava numa bolsa cor de rosa (eu tenho a certeza que o vi guarda um telemóvel numa bolsa azul) e o único telemóvel que mostrou foi o da mulher cheio de bonecos.
Na máquina, as fotografias que tinha eram da paisagem e sim também tinham crianças a brincar (não sei se as minhas lá estavam porque não me deixaram ver) mas como nenhuma era ao pé, não serviam como prova de nada.
Acabei por ter de pedir desculpas, acabei por me vir embora, e acabei por achar-me uma tonta. Tonta não por ter denunciado alguém que achei muito suspeito, tonta por ter vacilado e não ter insistido para verem mesmo tudo, tonta por não acreditar no que vi.
Estranho um casal e só um telemóvel!!!!! Nos dias de hoje cada um tem o seu, certo?O que fazem os nervos...eu devia ter acreditado em mim e na altura não devia ter ficado atrapalhada de não ver o que sei que vi. Devia ter visto que ele não abriu sequer a bolsa da mochila, que apenas despejou a cesta da mulher, que abriu a lancheira e tirou tudo e nada da mochila. BURRA.
Fica o alerta e estejam atentos, não é um post para assustar nem para vos pôr paranóicos, mas não deixem de agir e agir até ao fim, não pela metade como eu estou com a sensação agora.


Hoje com a sensação que não soube proteger as minhas filhas




Mesmo tendo um blog com fotografias acessíveis a quem quiser, ninguém tem o direito de fazer o que fez e isso ser-me indiferente. Sou mãe.







terça-feira, 21 de julho de 2015

Picnic de Verão no jardim

Um dia quente que acabou fresco com um picnic no Jardim da Estrela. Preparei a cesta com os cachorros que elas pediram, batatas fritas, cenouras, pêssego e as panquecas pequeninas, para nós uma sandwich deliciosa de pão de chia com queijo Boursin e pepino (receita da H que fiquei fã) e uma garrafa de vinho branco gelada para fazer um tchim-tchim ao Verão, a estes dias sem horas de deitar, aos programas na rua até ao sol desaparecer, à vida e a nós os 5.
Um final de tarde diferente, tão fácil de preparar, que deixou 3 miúdas radiantes e estafadas de tanta correria e de tanto brincar (noutro post mostro o quanto estas 3 se divertiram depois do jantar no jardim, porque vale a pena ver como é fácil deixá-los felizes).
Um jardim que fica tão mais sossegado a esta hora, que vale a pena aproveitar de tão bonito e cheio de sítios bons para estender a manta e passar bons momentos de conversa com elas a brincar ali mesmo à nossa volta sem stress de as perder de vista. Bom ouvir as suas gargalhadas e bom  vê-las tão amigas e tão cúmplices. Irmãs é isto, um amor sem igual, já não passam umas sem as outras e entre elas lá se conseguem entender mesmo que pelo meio se veja uma ou outra estalada, um ou outro empurrão. Amo-vos tanto, mas tanto que não dá para quantificar...


Um picnic no jardim ao final do dia, num óptimo dia de Verão.























Andar descalços na relva, lamber os dedos sujos de ketchup, dar gritos de guerra...tudo foi permitido neste picnic simples e delicioso no jardim

Carlota
Camisa branca: Maria Gorda
Saia tule: Zara
Ténis: Converse

Concha
Macaco: Piupiuchick
Ténis: Pisamonas

Caetana
Túnica: Zippy
Tapa fraldas: Maria Bianca
Bailarinas: Decatlhon


Um programa a repetir com amigos, sem dúvida.



ps - Cada vez mais convencida que esta máquina já está a ficar cansada de tanto que já disparou. Ainda não sei se valerá a pena mandar fazer uma limpeza grande ou  começar a pensar num pequeno grande investimento e comprar uma nova.


Uma máquina que está a ficar velhinha (nota-se pela qualidade das fotografias), uma fita que adoro e nunca mais tirei da Xêpa





segunda-feira, 20 de julho de 2015

A mãe vai morrer?

Hoje a Conchinha do nada veio-me perguntar se amanhã eu podia morrer. Eu apanhada desprevenida disse, que um dia sim, mas que não era preciso pensar nisso agora. Insistiu e perguntou se um dia era amanhã e se eu ia morrer. Para elas o tempo é ainda uma coisa difícil de entender, por isso explicar que um dia ainda faltava muito, na cabeça da Conchinha isso podem ser 2 dias, 1 mês ou até uma tarde, por isso a cara que fez não foi uma cara feliz. Perguntei porque estava preocupada com isso e a resposta, foi que gostava muito de mim e que queria sempre, sempre a mãe, não queria ser como a Heidi, nem como a Rosa (a Clara que ela não se lembrava do nome, aliás nem ela nem a Carlota conseguem decorar este nome). Já no meu tempo me lembro de adorar ver a Heidi, mas também já eu achava a história triste. Tem vezes que vejo com elas e só não choro porque penso logo que são desenhos animados, uns bonecos queridos que elas adoram e já eu adorei na idade delas.
Não quero nada parecer a insatisfeita que reclama por tudo e por nada, porque mil vezes estes bonecos àqueles com caras estrambólicas, com histórias sem nexo e que não fazem mais nada do que lutar e andar aos tiros, mas não será dramática demais a história da Heidi e da Clara para as crianças?
Hoje a Conchinha estava tão carente que adormeceu agarrada à minha mão, coisa boa, que gosto tanto.
Hoje sei que uma das coisas que vou pedir na minha oração é que seja verdade que ainda falte muito para eu morrer que um dia seja daqui a muito, muito tempo...


Vou estar sempre com colo, com um ombro e com muitos beijinhos prontos para ti...e o sempre espero que seja muito, muito, mesmo muito tempo.







Ps - Coisas giras e úteis que podem passar a seguir.


  • Este Instagram, dos mais giros que conheço (adoro as roupas que veste as filhas, ADORO);
  • Mais este Instagram, com as propostas de sítios para conhecer (um bom site para quem procura sítios lindos para passar dias de férias, fins de semana românticos a dois ou com a família completa);
  • Preparar uma cesta assim e fazer um picnic ao final do dia num dos muitos jardins  deste país (esta semana tenho tudo pensado e vou fazer um com elas);





pss - Vamos no dia 4 sem fraldas e a vontade de fazer xixi no bacio já está quase "formatada", já é ela que vai sozinha cada vez que tem vontade, o que é uma festa e um progresso excelente. O pior é mesmo o cócó (e se é mau). Custa-me tanto mudá-la cada vez que faz nas cuecas que já várias vezes para além de desejar ter uma mola no nariz, me apeteceu deitar tudo directo no lixo. Ser mãe nestas ocasiões é muito mau...



Todas as manas lhe dão imensos beijinhos e ficam contentes quando faz xixi e cócó no bacio




E por aí está a correr bem o desfralde?




domingo, 19 de julho de 2015

Uma festa de anos no Tambor

Já ouço falar do Tambor há algum tempo, as coisas giras que a Mariazinha e o tio Zé lá fazem eram há muito ansiadas, porque não é todos os dias que se passeia de charrete, de pónei, que se apanha milho num labirinto cheio de espigas, que se pode ordenhar uma vaca, que se corre num espaço verde cheio de recantos giros pensados com muito amor, carinho e bom gosto,  onde o celeiro do cinema faz parecer uma casa do velho faroeste e onde o dia pareceu pequeno para tantas actividades. Não dormimos nas caravanas ciganas, nem fizemos picnic na tenda dos índios, mas hoje, finalmente, fomos à festa de anos da M e ficámos a conhecer dos sítios perdidos mais giros que alguma vez  fui. AMÁMOS. Para ver reportagens completas deste sítio mágico vejam este post da Isabel Saldanha e mais este da Crush, porque hoje só registei algumas das coisas divertidas que elas fizeram na festa (mas está prometida uma nova vinda aqui com mais calma e para ficar). Uma ideia TOP a menos de 1h de Lisboa. Parque Rural do Tambor, um sítio a conhecer.
Mães preparem-se que esta festa é a festa de sonho de qualquer criança...até eu sonhei hoje uma noite passada aqui, porque este é sem dúvida um sítio de sonho, escondido e meio perdido o que o torna ainda mais especial.

A festa...




Decididamente a mais dançarina das 3 é a Caetaninha


Este labirinto é espectacular e a Carlota não se calou (nem adormeceu) porque queria cozinhar e comer o milho que apanhou







O escorrega de água improvisado mais giro e divertido que deve existir. A Caetana deu nota 10x10





O passeio na charrete foi tão cobiçado que as minhas filhas não sairam da fila e repetiram umas 5 vezes cada
















Que festa de anos tão gira, diferente e original. Parabéns querida M

Carlota e Concha: 
Túnica: TicTac babies
Calçoes: Zara
Ténis: Pisamonas

Caetana
Túnica: Anjinho Gordo
Tapa fraldas: Letras Bordadas
Crocs (ideais para quem está a largar as fraldas porque se lavam e secam muito rápido)




ps - A Conchinha com tantos mergulhos na praia e na piscina não resistiu às malditas otites e em 6 anos esta é a segunda vez que uma delas apanha esta doença que dói que se farta, a primeira da Concha que mesmo assim não quis ficar em casa e faltar à festa (como eu a compreendo). Não esteve a 100% (nem 50% confesso) mas lá estava ela a cantar os parabéns à M, feliz e contente como é a Conchinha e à noite em casa um jantar especial trazido da Quinta do Tambor.



Mais no Instagram @anadomiguezlemos




Boa semana.